sábado, 20 de outubro de 2012

Monteiro Lobato e a novela das Seis.

 
Discute-se agora se se deve retirar das escolas o livro infantil “As Caçadas de Pedrinho” em que Pedrinho usa alguns termos que afta a autoestima das crianças negras. O livro do Autor Monteiro Lobato.
É um argumento justo. E assim como em nossa vida só crescemos e amadurecemos quando encaramos nossos problemas, uma sociedade também só amadurece quando encara os problemas e os discute.

O Brasil é um país racista, preconceituoso. Por mais que se diga que não. Não é bem assim. Os negros ainda são mal remunerados. Ainda sofre de um ensino péssimo. E aqui em São Paulo, todo policial sempre para pra revistar negros, pardos e pobres. Nunca  param ricos, brancos e bem vestidos.
Ainda há o preconceito de classe social. De diversidade sexual e  política. Religiosa e ai vai...
 
 
No entanto é preciso entender que Monteiro Lobato é fruto de uma época em que o racismo o preconceito era parte comum mais comum do que hoje em dia da vida da sociedade.
E isto está claro na novela das seis. Lado a lado em que a  chamada Elite, ainda perdida após o fim da monarquia e começo da República e  ainda o fim da escravidão tentam a todo custo se isolarem cada vez mais em seus nichos de pessoas que se acham melhores que os demais.
Excelente novela, excelente discussão em que os autores brilhantemente abordam o racismo o preconceito e as trapaças do inicio da República. Além do trabalho magistral dos atores.

Pois Bem, Monteiro Lobato veio desse meio. Viveu nesse meio é preciso para enriquecimento de todos nós de nossos filhos, negros brancos pardos orientais saber disso. E entender essa época.
O livro as Caçadas de Pedrinho não dever ser retirado do currículo escolar. Devem ser usados para pautar assuntos como esses explicando para todos os alunos que isso se dava numa época determinada. Não podemos apagar o passado, temos que apreender com ele.
O que é uma ótima oportunidade para levantar e discutir. Uma escola tem que ter esse papel também. De discutir abordar e trabalhar esses temas. O que nos leva a discutir o papel da escola.

São crianças, mas não são burras.

Nenhum negro deve ter vergonha do passado de seu povo nesse país. Nenhum brasileiro deve ter apenas vergonha de nosso passado. Devemos olhar para ele e apreender com os erros. Para isso e preciso saber e discutir sempre.
A escola não pode se acomodar em apenas tirar um livro, sem discutir explorar, atiçar as crianças a pensar e se envolverem com o fato.
Para isso é preciso mudar a escola também. E essa é uma boa oportunidade.
Monteiro Lobato é importante até mesmo quando causa essa discussão. E esse é o papel do escritor.

Monteiro Lobato ainda escreve Emilia no país da gramática. O presidente Negro. Urupês. Além de contos outros e o sitio do pica-pau amarelo. Criou Emilia, explorou a vida do Caboclo paulista. Jeca Tatu. Tudo que pode buscar em sua época e retratar e trazer par nós. Temos que olha para isso como que olha para o pensamento daquela época.

Assim como o povo negro deu a esse país o seu  maior Escritor Joaquim Maria Machado de Assis. Os engenheiros irmãos Rebouças. Compositores e músicos como Pixinguinha.  Cartola.    Poetas com Cruz e Souza.  Guerreira como Luiza Mahin.  Escritor Lima Barreto. O atleta do século Edson Arantes do Nascimento.  O jurista Joaquim Barbosa.  E Tim Maia. Jorge Bem Jor. Seu Jorge. Entre tantos nomes que nos orgulha de ser Brasileiro, negro, pardo, indígena, oriental, europeu, árabe, judeu e todos que compõem essa nação.

domingo, 5 de agosto de 2012

A essencial Forma.

As formas

As formas sempre me atraem.  Atraem qualquer ser porque particularmente as formas nos orientam nesse mundo. 
Mesmo sendo inimaginável, tente imaginar um mundo sem formas ou com apenas formas limitadas. Uma reta e um circulo.
Não haveria essa explosão de vida de diversidade e a dimensionalidade certamente seria achatada.
Tente criar um mundo apenas com reta e circulo, sem destorcê-los ou aplica-los, criando curvas triângulos, esferas, cubos folhas, troncos, orelhas olhos. Perspectivas? Lado de dentro, lado de fora?
Haveria vento, chuva, luz?
Não há como negar que as formas são a expressão da energia, da criação e a sua importância em nossas vidas. Certamente a estrutura que possibilita a vida. Talvez a vida como a conhecemos.

domingo, 22 de julho de 2012

Uma boa diversão.


Nessa última semana me divertir lendo um romance épico japonês. Escrito por Eiji Yoshikawa um escritor do século XX. Nascido em 1892 e falecido e 1962.

Musashi é um guerreiro, samurai das épocas dos xoguns.

E o autor nos apresentando o guerreiro e sua saga em harmonia com os elementos da natureza.

Há momento que Musashi é cruel às vezes racional, e outras se depara com a delicadeza da cerimônia do chá.

Você se diverte lendo. E entrando num mundo que parece de outra galáxia. Num mundo rudimentar em que as pessoas estão buscando e exercendo conceitos e princípios, ética e aventura.

Por vezes as províncias os xogunatos, parecem te remeter a um romance russo do século dezenove. Onde um mundo de burocracia explora o cidadão.

Mas é uma leitura divertida.

Um amigo me emprestou o livro. E ele ao me falar do livro, disse com tanto entusiasmo que me contagiou.

Realmente é uma boa diversão.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Original.

Nos dias de hoje ser original parece uma impossibilidade. Porque nós seres humanos, com cinco ou seis mil anos de história de civilização, e cultura acumulada, sentimos que fizemos tudo o que tinha que ser feito. Todos os livros foram escritos, todas as músicas compostas, os quadro pintados, os melhores filmes filmados e o que nos restas: Nada original, apenas copiar de outra forma o que já foi feito ou pensado. Parece não haver nada de novo, nada surpreendente ou jamais pensado, elaborado ou criado.

Original quer dizer o que foi feito pela primeira vez.

Tudo bem! Mas nem tudo foi pensado, nem tudo foi criado.

O original tem o poder de ser forte sublime às vezes e incansável outras. E por isso domina os nossos pensamentos pela existência.

Lembrando que William Shakespeare veio depois de Sófocle, e antes de Fëdor Mixajlovič Dostoevskij. E foram original e dominante que ecoam em nós fortemente. Por tanto a caminha apenas começou.


Hoje as possibilidades de conhecimento do ser humano comum e infinita. Podemos criar romances nunca pensados, musicas elaborada e ficção já mais imaginada. No entanto isso tudo parece não despertar interesses.   Porque tudo pode não ser comercial.

É bem mais fácil criar algo vendável já testado antes, do que inovar, criar, surpreender, ser original.

Ser original deixou de ser importante. O lucro é importante, estar entre os dez mais vendidos, os mais comentados é importante.

No entanto, as pessoas ainda continuam se emocionando com Romeu e Julieta, Édipo Rei ou refletindo em Crime e Castigo e os irmãos Karamazov.

Ponto.

domingo, 3 de junho de 2012

Arte

Antes de nós humanos termos uma cidade ou uma casa como conhecemos, descobrimos a arte. Basta ver as pinturas nas cavernas que se encontra em todo mundo feitas pelos nossos antepassados.  Portanto, a arte é inerente ao ser humano. Seja pintando a nave da Capela Cistina, seja fazendo artesanato.
A arte é própria do ser humano, o fazer o se expressar; o dizer ou o emocional; o refletir o religar.
A arte incomoda, é a primeira a ser perseguida pelos idiotas ditadores. Mas a arte é a resistência da liberdade humana em se expressar em se dizer. A arte resistiu a todos os ditadores, a todas as religiões. A arte resistira.
Hoje se pergunta o que mais falta para fazer na arte. Parece que todos os livros foram escritos, todos os quadros pintados, todas as esculturas “Labour-radas”, filmes feitos e músicas compostas. Danças dançadas, e o inimaginável e poético pensado.
Mas se a arte é humana, e nos humanos mal nos conhecemos. Então o que esperar. Basta entender que um dia quando ganhamos a consciência ainda que limitada da vida, e a expressamos em paredes de nossas cavernas, criando a arte, então ela nos pertence e quanto mais descobrimos o que somos, sentimos e pensamos mais podemos expressar em arte.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dr. Jekyll e Mr. Hyde


O médico e o monstro.
     Desde que me conheço por gente, sempre me vi envolvido com o ativismo ambiental e humano. Nunca gostei do que o homem faz com o meio ambiente e com ele, a sua própria espécie. Maus tratos em animais e com pessoas, sempre me deram nos nervos e me fizeram tomar atitudes que tive que pagar caro algumas vezes e outras me omitir.

E não sabendo ao certo o porquê eu me envolvia com essas bravatas mesmo assim ia por impulso, por querer, por desejar.

Isso que está em mim, está em você, está em todos. Esse Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro em que queremos salvar e outras vezes queremos destruir.

E às vezes nos desesperamos em nossas lutas, tanto em destruir quanto em salvar.  Desistimos por ver que não tem jeito o pior vai acontecer, tanto para um quanto para outro. O pior para quem salva e o destruidor, e pior para quem destrói é quem salva. É louco eu sei, mas é humano. Inevitável.

Claro que há o equilíbrio ou o desejo da maioria que se une em sua força e derrota a minoria.

Foram assim com os nazistas sobre os judeus por um período, depois a maioria, os aliados, se uniram contras os alemães que viraram minoria.

Hoje vemos que os direitos humanos antes restritos a poucos estão se replicando, assim com as causas ambientais antes dirigidas a poucos hoje já começa a tomar forma em hábitos nossos, dia-a-dia.

Somos uma esperança em nossas lutas. Mas somos mais reais quando entendemos o outro. É preciso sempre deixar uma cadeira a mesa para que se negocie.

Vendo esses dias na TV, o extremista norueguês sendo julgado pelo seu massacre covarde e que debochava do próprio julgamento, se tornou minoria diante da resposta maravilhosa que o povo norueguês lhe deu. Cantando musicas de amizade e infantil, lhe dizendo claramente que não o aceitam. Assim como, os jovens árabes não aceitam os ditadores. Os famintos de Cuba a falta de oportunidades e de ir e vir e os desempregados dos EUA ao enriquecimento desumano de suas elites.

E Dr. Jekyll conseguirá dominar Mr.Hyde se apreender a compreendê-lo.

Certamente estamos vivemos um passo importante em nossa evolução, em que ao entender o outro encostaremos nossas armas. E fechando os olhos, entraremos filosoficamente num  diálogo.

terça-feira, 20 de março de 2012


Teoria clássica e o sofrimento da formiga. 


De forma geral encontramos nas teorias a forma para darmos o primeiro passo em experimentações. Se partirmos do principio de uma teoria nosso navegar tornasse mais certo. Mas, no entanto  não se torna concreto.
Para um biólogo recém formado, a teoria da evolução de Charles Darwin  e que pretende entender se há ou não sofrimento em uma formiga, certamente terá uma boa base. A de que todos os seres são fruto do meio.
Mas se a esse biólogo recém formado se apegar, ou melhor, dizendo se calcar apenas na teoria da evolução, certamente vai ignorar os outros acontecimentos no mundo dessa formiga.
É claro e sabemos disso que vivemos em um momento em que tantas teorias são afirmadas e outras contestadas.  Já não se acredita em um único cosmos. Tão pouco que há apenas um fim. Ou que estamos a sós em nosso lar.  Ou  que não há supremacia de uma individuo sobre o outro ou de um povo sobre outro.  E mesmo que ainda não se prove, Deus pode ou não existir.
Não entanto a mundo das teorias estão onde sempre estiveram nos orientando a dar passos e mais passos numa jornada que ainda não sabemos e teoria alguma nos ilumina onde iremos aportar.
O valor de uma teoria tem sempre que ser considerado.
Uma teoria tem que causar reflexão e não apego.
Uma teoria divide um lado da laranja, o outro lado é a criatividade.
 E para a Criatividade é necessário observação e conhecimento de teorias.
Portanto Se o biólogo recém formado souber usar as teorias em reflexão e não apego e observar certamente, encontrara a criatividade que em sua experiência  resultara  em uma nova teoria ou lei em que afirmara se a formiga sofre ou não.

terça-feira, 6 de março de 2012

Breve pensar sobre os muros.


É comum no tempo de nossa vida encontrarmos  murros intransponíveis que não sabemos ao certo quem os colocou e porque. Temos duas escolhas:  Escalar o muro e transpô-lo ou ignorá-lo.
Em qualquer da escolha trabalho e problemas estarão lado a lado.
Se optarmos por escalar o muro e passar por ele. Teremos que desenvolver estratégia, logísticas o que resultara em técnica que conquistaremos em cada passo que escalar esse muro.
Se optarmos por ignorar esse muro terá que viver desse lado dele, sem saber o que acontece do outro lado do muro. Pode ser muito confortante se for tudo o que quer para si no tempo de sua vida.
E não é errado. Mas outros problemas surgiram.  Viveremos sempre com o muro a nossa frente  pronto para escalar.  E se não o fizer em determinado momento, pode acontecer de querer fazer em outro momento.
Não se trata de ser super herói, nem um ser de excelência. É apenas uma força a qual  nascemos e morremos , talvez para ser forte, se desenvolver. Talvez apenas por ser a nossa natureza.
Qualquer muro que se ultrapasse, cria novas oportunidades e força para o individuo e a sociedade.
E só nos sentimos seguro, quando sabemos que somos capazes.
Muros sempre surgiram, alguns valem a pena ultrapassar outros não.
Mas ignorá-los sempre pode criar um muro de isolamento.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quando se encontra um boa obra literária.


Nessas férias de dias quentes e chuvosos e no meio dos atropelos da preparação de uma viagem, tive a oportunidade de entrar num Sebo no centro de São Paulo para relaxar depois das compras para a viagem. Um sebo ou uma livraria sempre me acalma às vezes outras  causam –me reflexões e buscas de idéias e criações, talvez por isso que eu não dispenso nem mesmo uma banca de revistas.  
Mas o fato é que em busca de tantos livros acabei encontrando um romance de Clarice Lispector, do qual eu sou fã. A maçã no escuro, um dos pouco romances dessa fundamental escritora o qual eu ainda não tinha lido.
O li em dois dias, na casa de minha família no interior e confesso que mesmo entre eles a solidão me bateu forte, assim como o medo de se existir e ao mesmo tempo me causou uma profunda reflexão disso que somos.  “... não havia como não aceitar o que acontecia, pois para tudo o que pode acontecer um homem nascera...”. Simplesmente com essa reflexão da personagem fui me vendo e sabendo mais de mim. – Cada linha do romance te cutuca.
Assim o romance é permeado e repassado por frases reflexivas enquanto a personagens e os  eventos vão desenrolando. Nada parece obvio, mas ao mesmo tempo o é.
Clarice Lispector escreveu esse romance me 1956, mas esqueçam a data do século passado. O romance A maçã no escuro é escrito para os dias de hoje de amanhã, de ontem e do futuro porque trata de um homem e seu drama, comédia e desespero. Ou seja, existir.
Não é uma leitura fácil, para quem nunca leu nada além de Best Sellers, talvez possa se perder. Para quem tem alguma altura de boa literatura, certamente vai saber que não leu muita coisa boa na vida.
Mas fazer o que? Clarice é assim, causa.